Em 20 dias de buscas por crianças desaparecidas no MA, força-tarefa percorreu 200 km na mata e pela água

Secretário de Segurança diz que buscas por crianças desaparecidas vão continuar no MA Em 20 dias de buscas pelos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Alla...

Em 20 dias de buscas por crianças desaparecidas no MA, força-tarefa percorreu 200 km na mata e pela água
Em 20 dias de buscas por crianças desaparecidas no MA, força-tarefa percorreu 200 km na mata e pela água (Foto: Reprodução)

Secretário de Segurança diz que buscas por crianças desaparecidas vão continuar no MA Em 20 dias de buscas pelos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, desaparecidos desde 4 de janeiro em Bacabal, no Maranhão, a força-tarefa percorreu mais de 200 quilômetros em operações realizadas por terra, por água, sendo elas em áreas de mata fechada e de difícil acesso. 📲 Clique aqui e se inscreva no canal do g1 Maranhão no WhatsApp Mais de mil pessoas, entre agentes das forças de segurança estadual e federal, além de voluntários, participaram das ações. Agora, as buscas entram em uma nova etapa, passando a ser conduzidas de forma direcionada e focada na investigação policial. ➡️ A mudança ocorre após as equipes concluírem a varredura completa das áreas inicialmente mapeadas, sem a localização de vestígios ou pistas que indiquem o paradeiro das crianças. ⚠️ Caso surjam novos indícios a partir da investigação, as equipes de campo poderão ser novamente acionadas para retornar às áreas de mata. A força-tarefa segue concentrada na base instalada no quilombo São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal, onde as crianças moravam e foram vistas pela última vez. O trabalho conta com atuação integrada da Polícia Civil do Maranhão, do Exército Brasileiro e da Marinha, além do uso de drones no monitoramento da região. Buscas por irmãos desaparecidos em Bacabal Reprodução/CBMMA Inquérito ultrapassa 200 páginas Desde o início do desaparecimento, as buscas em áreas de mata fechada e no rio Mearim ocorreram de forma paralela às investigações policiais. Uma comissão especial de segurança, composta por dois delegados de São Luís e uma delegada de Bacabal, conduz o inquérito, que já ultrapassa 200 páginas. A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) acionou um sistema nacional de segurança, permitindo o acesso a mecanismos e bancos de dados de outros estados para reforçar as buscas. O secretário destacou ainda que, em casos de desaparecimento, a Polícia Civil segue um protocolo específico por meio do programa Amber Alert, que aciona a plataforma Meta para divulgar informações e fotos dos desaparecidos no Instagram e Facebook, com alcance de até 200 quilômetros da região. “Infelizmente nós não encontramos as crianças. […] Nós vamos fazer um redirecionamento para os trabalhos, dando enfoque às investigações da Polícia Civil e mantendo grupos especializados em atividades rurais para o rastreamento e até mesmo o Exército Brasileiro”, disse o secretário de segurança do Maranhão, Maurício Martins. Os irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, continuam desaparecidos Reprodução/TV Globo LEIA TAMBÉM: Crianças desaparecidas no MA: Forças de segurança intensificam buscas no rio Mearim com uso de sonar e restringem acesso à área Uma das três crianças que estavam desaparecidas é encontrada com vida no Maranhão Como é a 'casa caída' onde crianças desaparecidas há 13 dias estiveram no MA Crianças desaparecidas no MA: sonar faz ‘raio‑x’ do fundo do rio e orienta mergulhadores nas buscas; veja como funciona Crianças desaparecidas no Maranhão: veja cronologia do caso Rio Mearim foi vasculhado A Marinha do Brasil informou que, desde o domingo (18), foram realizadas buscas ao longo de 19 quilômetros do rio, sendo que cinco quilômetros foram vasculhados de forma minuciosa. “De forma criteriosa, vasculhamos cinco quilômetros do rio. Os pontos de interesse foram repassados aos mergulhadores do Corpo de Bombeiros para verificar se havia algum vestígio. Dentro dessa extensão, com o equipamento empregado, esgotamos as possibilidades de que as crianças estejam no local”, afirmou o capitão dos Portos, Ademar Augusto Simões Júnior. Durante as buscas fluviais, foram identificados 11 pontos de interesse, que foram repassados aos mergulhadores do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA). As equipes realizaram buscas subaquáticas, mas nenhum vestígio relacionado ao desaparecimento das crianças foi encontrado. 🚨 A varredura conta com apoio do equipamento side scan sonar, utilizado para mapear áreas submersas por meio de ondas sonoras. O equipamento produz, em tempo real, imagens do leito e da coluna d’água, permitindo identificar anomalias que depois são verificadas pelos mergulhadores, o que acelera as buscas. O oficial destacou ainda que, apesar da ausência de indícios, a Marinha do Brasil segue à disposição para continuar colaborando com as buscas. Menino de 8 anos ajuda nas buscas Os cães farejadores identificaram que Ágatha Isabelly, Allan Michael e o primo deles, Anderson Kauã, de 8 anos - resgatado no dia 7 de janeiro, estiveram na casa, chamada pelos policiais como "casa caída", localizada no povoado São Raimundo, na zona rural de Bacabal (MA). Divulgação/ SSP O menino de 8 anos, primo das crianças desaparecidas, participou na terça-feira (20) das buscas pelas crianças com autorização da Justiça do Maranhão. Acompanhado por policiais e por uma equipe da rede de proteção à infância, o menino indicou os últimos caminhos que percorreu com os primos até o momento em que foi encontrado. Ele reafirmou as informações já prestadas a peritos da Polícia Civil e à equipe de psicólogos que o acompanha. A criança também esteve em uma cabana conhecida pelos policiais como “casa caída”, localizada a cerca de 500 metros do rio Mearim. Segundo o menino, esse foi o último local onde esteve com os primos antes de sair em busca de ajuda. Cães farejadores confirmaram a presença das crianças no local. Uma rede de proteção foi criada para manter o menino afastado de qualquer tipo de assédio ou exposição. Ele seguirá recebendo acompanhamento psicológico contínuo. O menino recebeu alta hospitalar na terça-feira (20), após permanecer internado por 14 dias. Ele foi encontrado no dia 7 de janeiro por carroceiros que passavam por uma estrada vicinal em um povoado de Bacabal, depois de ter ficado desaparecido por três dias. INFOGRÁFICO - Crianças desaparecidas em Bacabal, no Maranhão Arte/g1