Pela primeira vez, uma mulher passa a operar guindaste no cais do Porto do Itaqui, no MA

A maranhense Carla Anceles passou a ocupar uma função ainda pouco ocupada por mulheres no setor portuário.

Pela primeira vez, uma mulher passa a operar guindaste no cais do Porto do Itaqui, no MA
Pela primeira vez, uma mulher passa a operar guindaste no cais do Porto do Itaqui, no MA (Foto: Reprodução)

A maranhense Carla Anceles passou a ocupar uma função ainda pouco ocupada por mulheres no setor portuário.
Paiva Silva
Pela primeira vez, uma mulher assumiu a operação de um guindaste no cais do Porto do Itaqui, o principal porto público do Maranhão, que fica localizado no litoral de São Luís. A maranhense Carla Anceles passou a ocupar uma função ainda considerada rara para mulheres no setor portuário.
A trajetória de Carla Anceles começou há quase dois anos no complexo portuário. Ela iniciou como auxiliar de serviços gerais por uma empresa que opera no Itaqui. Depois de ingressar no complexo, ela passou a atuar na operação de máquinas de linha amarela.
Sua trajetória iniciou operando uma pá mecânica, depois uma escavadeira e ainda trabalhou como Bobcat, onde fez seis meses como trainee antes de ser promovida à operadora de máquinas. Em seguida, fez um treinamento por uma fabricante de guindastes que opera dentro do porto, onde recebeu certificação para operar o equipamento.
Após a capacitação, Carla assumiu a função de trainee de guindasteira. Seis meses depois, foi efetivada no cargo, tornando-se a primeira mulher a operar um guindaste na área portuária do terminal.
Por conta do pioneirismo, Carla recebeu um certificado simbólico pela conquista da função. Para ela, o objetivo sempre foi construir carreira dentro do terminal portuário e a conquista, representa também responsabilidade e orgulho profissional.
“Como maranhense, a meta era entrar no Porto do Itaqui. Não importava o cargo. É um privilégio e uma honra carregar o nome da empresa onde trabalho e do Porto do Itaqui, sendo a primeira no cais. Tive um começo pequeno, mas com um cargo gigante, que agora levo com honra e orgulho", diz Carla.
Cresce participação feminina em portos
Mulher passa a operar guindaste pela primeira vez no Porto do Itaqui
Paiva Silva
De acordo com a Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), que opera o Porto do Itaqui, as mulheres ocupam 48% dos cargos de liderança dentro da empresa, um índice considerado acima da média do setor portuário brasileiro.
Ainda segundo a Pesquisa sobre Equidade de Gênero no Setor Aquaviário 2024, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), as mulheres representam apenas 17,8% da força de trabalho nos portos do país.
O levantamento aponta que a maior presença feminina está concentrada nas áreas administrativas, responsáveis por cerca de 40% dos postos ocupados por mulheres. Já as atividades operacionais e de linha de frente seguem sendo predominantemente masculinas.
Sobre o Porto do Itaqui
O Porto do Itaqui é considerado o 4º maior complexo portuário do país, impulsionando o escoamento de grãos, minérios e combustíveis, sendo um dos principais corredores logísticos do Centro-Norte.
Segundo a Emap, administradora do porto, o terminal responde por cerca de 35% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) arrecadado no Maranhão e sustenta aproximadamente 14 mil empregos diretos e indiretos.
Em maio de 2026, o porto registrou o maior volume mensal de movimentação de graneis sólidos de sua história, com mais de 2,7 milhões de toneladas movimentadas.

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