Suspeito de envolvimento em ataque que matou grávida e filho morre em confronto com a polícia no MA
Força-tarefa procura criminosos após ataque a comunidade em São João Batista
Força-tarefa procura criminosos após ataque a comunidade em São João Batista
Um homem identificado como Joelson Braga Araújo, suspeito de participação no ataque que matou uma mulher grávida e o filho dela, de 4 anos, morreu após confronto com equipes policiais no povoado Arrebenta, na zona rural de São João Batista. A informação foi confirmada neste domingo (12) pela Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA).
Segundo a secretaria, Joelson usava tornozeleira eletrônica por determinação judicial. A SSP-MA não informou por qual motivo ele era monitorado nem detalhou as circunstâncias do confronto.
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As vítimas, Samira Costa Correia, que estava grávida de três meses, e Yan Kaleb Costa Santos, foram encontradas carbonizadas dentro de uma casa incendiada na sexta-feira (10). Segundo a polícia, homens armados invadiram o imóvel, fizeram vários disparos e atearam fogo no local.
Testemunhas relataram que aproximadamente 15 homens teriam participado do ataque. A Polícia Militar encontrou cerca de 100 estojos de munição já disparada no local. Havia materiais dos calibres 9 milímetros, .38, .40 e 12.
Exames periciais já foram realizados e devem esclarecer se Samira e Yan morreram em consequência dos tiros ou do incêndio.
As buscas continuam na região, com participação de equipes da Polícia Civil, Polícia Militar, Perícia Oficial, Centro Tático Aéreo (CTA), Canil e setores de inteligência. Outros suspeitos já foram identificados e seguem sendo procurados.
As vítimas foram identificadas como Samira Costa Correia e Yan Kaleb Costa Santos
Reprodução/Redes Sociais
Suspeitos já haviam sido identificados
De acordo com Augusto Barros, policiais fazem buscas pelos suspeitos na região. Os nomes não foram divulgados para não comprometer as investigações.
“Já temos a identificação dos envolvidos. Temos pessoas trabalhando na procura deles na região e equipes fazendo todo o trabalho de inteligência para que possamos dar uma resposta rápida e firme à sociedade”, afirmou o delegado.
A polícia não informou quantos suspeitos foram identificados nem detalhou a participação de cada um. O alvo e a motivação do ataque ainda são investigados, e uma das hipóteses é de que o crime esteja relacionado a uma disputa entre facções criminosas (veja mais abaixo).
Uma força-tarefa foi criada no sábado (11) para investigar o crime e a atuação de grupos criminosos na região. O trabalho reúne equipes da delegacia regional, batalhões da Polícia Militar, setores de inteligência da Secretaria de Segurança Pública e a Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic).
Segundo o delegado-geral, a operação não está concentrada apenas na identificação dos responsáveis pelas mortes. As forças de segurança também devem mapear integrantes, lideranças e formas de atuação das facções criminosas na Baixada Maranhense.
Motivação ainda é investigada
A Polícia Civil trabalha com diferentes hipóteses para esclarecer quem era o alvo do ataque e o que motivou o crime. Uma das linhas de investigação aponta para uma possível disputa entre facções criminosas.
Segundo o delegado-geral, a polícia apura informações de que uma pessoa próxima às vítimas poderia ter ligação com um grupo criminoso e teria sido acusada de mudar de facção ou de trair o grupo. O delegado ressaltou, no entanto, que as versões ainda não foram comprovadas.
“Há muita especulação e muito boato que se mistura com outras versões, às vezes criando versões distintas. Então, o nosso trabalho é reunir todas essas informações e trabalhar todos os pontos de cada versão até entender, de fato, o que aconteceu”, explicou.
Segundo familiares, Josef Abreu Santos, companheiro de Samira e pai de Yan, foi visto na casa pouco antes do ataque. Segundo a SSP, ele foi ouvido como parte das investigações.
Testemunhas relataram à polícia uma possível ligação de Josef com um grupo criminoso. A informação não foi comprovada e integra uma das linhas de investigação. O g1 não conseguiu contato com ele até a última atualização desta reportagem.
As buscas pelos suspeitos continuam na zona rural de São João Batista e em municípios da região. A Polícia Civil informou que novas informações serão divulgadas conforme o avanço das investigações.